Ibama discute excedente de leões no País

Especialistas em mamíferos carnívoros reuniram-se hoje, no Ibama, em São Paulo, para discutir um plano de ação de curto prazo para resolver o problema de excedente desses animais nos zoológicos do país. Somente o Centro Nacional de Pesquisa para Conservação de Predadores Naturais (Cenap/Ibama), cuja sede fica em Araçoiaba da Serra (SP), conta com 23 leões, sem ter lugar para encaminhá-los.Os animais são provenientes de zoológicos fechados, mantenedores que faleceram ou apreensões judiciais por maus tratos. ?Quase todos os zoológicos estão superlotados e nenhum comporta mais leões, por isso precisamos urgentemente de critérios para evitar esse excedente?, diz Ana Freire, chefe do Cenap.A preocupação do Ibama e outras entidades, como a Sociedade Brasileira de Zoológicos, Pró-Carnívoros e Centro Brasileiro para a Conservação de Felinos Neotropicais, é a perspectiva de aprovação de uma lei proibindo a exibição de animais em circos itinerantes no Brasil. Atualmente, existem 17 projetos sobre o assunto tramitando no Congresso Nacional e leis de proibição já em vigor nos estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco e nos municípios de Votorantim e Bauru, em São Paulo. Segundo Ana, o Ibama apoia a legislação, mas com um prazo de cinco anos para entrar em vigor, para dar tempo de se encontrar destinação para esses animais.?Atualmente, temos cerca de 90 leões e cerca de 70 tigres em circos pelo País, que não terão onde ficar. São animais de grande porte, alta periculosidade e manutenção cara?, explica Ana. A primeira proposta do grupo reunido em São Paulo é fazer uma campanha de esterilização de leões, mas apenas isso não é o suficiente. ?Ainda não temos um acordo sobre a melhor solução para o problema?, admite a chefe do Cenap.

Agencia Estado,

13 de maio de 2002 | 15h52

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