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Ibama flagra transporte ilegal de madeira no Pará

A fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de Santarém, com apoio de um helicóptero, flagrou o transporte ilegal de 1.200 metros cúbicos de madeira nobre das espécies jatobá, muiracatiara, massaranduba e angelim pelo Rio Jarauçu, que corta a reserva Verde Para Sempre, recentemente criada pelo governo federal em Porto de Moz, no sudoeste do Pará.Segundo o Ibama, a empresa MG Madeireira Araguaia Indústria e Comércio Agropecuário, que transportava a madeira em duas balsas, não tinha a Autorização de Transporte de Produto Florestal (ATPF) fornecida pelo órgão. A MG pertence à família do presidente da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), Danilo Remor.De acordo com o chefe da fiscalização do Ibama em Santarém, Manoel Costa, o responsável pela MG, César Paulo Remor, adquiriu de terceiros a madeira extraída dentro da reserva. Costa explicou que os todos os planos de manejo florestal sustentável de madeira na área estão suspensos desde a edição do decreto que criou a reserva ambiental, em novembro do ano passado.O gerente executivo do Ibama no Pará, Marcílio Monteiro, disse que a reserva de 1,2 milhão de hectares está sendo alvo da cobiça dos madeireiros da região que querem "saqueá-la a qualquer custo". César Paulo Remor, diretor industrial da MG, garantiu que não há balsas de sua empresa na região. Ele afirmou desconhecer qualquer operação feita pelo Ibama, acrescentando que todo o produto comercializado pela MG "está dentro das regras exigidas pelo Ibama".Em Novo Progresso, com a rodovia BR-163 fechada por madeireiros e fazendeiros há dez dias, o clima continua tenso. Eles exigem a revogação, pelo Incra, da portaria que determina o recadastramento de imóveis com área superior a 400 hectares e a liberação de 39 planos de manejo de madeira suspensos pelo Ibama. Com filas de caminhões de 20 km nos dois sentidos da rodovia, pontes destruídas e um ônibus de passageiros incendiado anteontem, a prefeitura decretou estado de calamidade pública em Novo Progresso, onde a Rede Celpa, empresa de energia elétrica paraense, começou o racionamento.A cada três horas a energia é desligada na cidade de 40 mil habitantes. A medida é para economizar o óleo diesel que movimenta as turbinas da usina termoelétrica, que corre o risco de paralisar nos próximos cinco dias se o tráfego na rodovia não for restabelecido. Por decisão do comando da Polícia Militar em Belém, um pelotão foi deslocado de Santarém para garantir a segurança em Novo Progresso. "Nada aqui na cidade está funcionando. Os bancos fecharam as portas, temendo saques. Nos supermercados, as prateleiras estão vazias", disse ao ESTADO o prefeito Tony Gonçalves Rodrigues. "Até os índios caiapós apóiam o bloqueio, afirmando que estão impedidos de fazer a extração de madeira em suas terras.

Agencia Estado,

03 de fevereiro de 2005 | 22h17

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