Ibama inicia operação para apreender estoques de mogno

O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Hamilton Casara, anunciou que o governo iniciará na segunda-feira uma operação para a apreensão de estoques de mogno, madeira nobre explorada ilegalmente no País. Casara também informou que apresentará às autoridades norte-americanas em encontros em Nova York e Washington, na próxima semana, propostas para assinatura de acordos bilaterais para combater combate a venda ilegal de mogno. Desde novembro, foi suspensa a extração de mogno nos 54 planos de manejo da espécie nos estados do Pará, Acre, Rondônia e Mato Grosso. "A circulação de mogno no País está proibida, embora a Justiça tenha autorizado algumas madeireiras, por meio de liminar, a comercializar 22 mil metros cúbicos de mogno já extraídos", disse Casara. Segundo ele, essa medida foi tomada emergencialmente, porque a espécie corre risco de extinção. "Se fosse mantida a situação, em 8 anos a espécie seria extinta." O foco da operação a ser iniciada na segunda-feira é a apreensão de um estoque ilegal de 15 mil metros cúbicos armazenado no rio Xingu, na fronteira do Pará com o Mato Grosso. A madeira foi extraída irregularmente de terras indígenas e reservas federais.Serão montadas barreiras com agentes da Polícia Federal em pontos estratégicos das rodovias de acesso aos portos do Pará e Paraná, de onde a madeira é exportada ilegalmente, principalmente para a Europa.

Agencia Estado,

26 de janeiro de 2002 | 13h12

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.