Ibama multa líder madeireiro no PA em R$ 3 milhões

Nem o presidente da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará (Aimex), Elias Salame, escapou daquilo que os dirigentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) classificam de ação moralizadora do órgão no setor madeireiro. Acusado de extração ilegal de 24 mil metros cúbicos de madeira fora da área de seu plano de manejo; desmatamento de 1,5 hectares da área de preservação permanente e derrubada irregular de 885 hectares não autorizados no rio Jaraucu, em Porto de Moz, região oeste do Pará, Salame foi multado em R$ 3 milhões.Por conta dessas irregularidades, ele teve suspensa por 60 dias a autorização para exercer a atividade e poderá ter seu projeto cancelado definitivamente pelo Ibama, conforme prevê a legislação ambiental. Salame tem 20 dias para recorrer contra a multa. Salame alega não ter praticado nenhuma irregularidade e se declara inocente das acusações. Ele está recorrendo contra as autuações para cancelar a multa aplicada contra sua empresa.O gerente executivo do Ibama no Pará, Marcílio Monteiro, informou que embora tivesse com sua licença suspensa, o presidente da Aimex continuou a praticar a extração irregular de madeira.O fiscal do Ibama em Santarém, Manoel Candiru, explicou que a atividade da madeireira continuará suspensa até o julgamento do caso. Para o presidente do Ibama, Marcus Barros, Salame terá de corrigir os problemas que envolvem sua empresa. "As lideranças do setor têm que ser exemplo. Isso não contribui para a relação entre as entidades".

Agencia Estado,

28 de janeiro de 2004 | 06h13

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