Ibama não libera mogno irregular

Madeireiros não conseguiram convencer o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Hamilton Casara, a liberar imediatamente o mogno ?documentado e cerrado?, extraído até outubro do ano passado, que está nos portos à espera de autorização para ser exportado.?Apreendemos o mogno que se baseava em planos de manejo fantasmas ou quando a origem declarada não correspondia à realidade, segundo vistorias de campo?, sustentou Casara. O Ibama já apreendeu 29 mil metros cúbicos de mogno.A madeira teria sido retirada de terras públicas ou indígenas e ?esquentada? utilizando documentação oficial de planos de manejo autorizados pelo governo. Para barganhar a liberação do mogno nos portos, representantes da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará (Aimex) chegaram a propor uma moratória de um ano na extração do mogno, a partir de agora.Mas a única promessa que a Aimex conseguiu arrancar de Casara, na tensa reunião de mais de três horas no Ibama nesta quarta-feira, foi a de que a liberação do mogno será feita ?a qualquer momento?, se a empresa conseguir comprovar a origem lícita da madeira. ?É dever de ofício promover a liberação nestes casos?, observou Casara.A reunião acabou com os representantes da Aimex deixando a mesa de negociação, diante do impasse. ?Nos pegou de surpresa?, comentou o diretor-técnico da Aimex, Guilherme Carvalho.

Agencia Estado,

27 de fevereiro de 2002 | 23h50

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