Ibama regulamenta a captura de caranguejos nos mangues do NE e Pará

A coleta do caranguejo-uçá (Ucides cordatus) em mangues, em ritmo superior à capacidade de reprodução e crescimento da espécie, está ameaçando diversas populações da espécie, além de ter impactos sobre o ambiente. De acordo com uma nota do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) só no Rio Grande do Norte já foram destruídos mais de dois mil hectares de mangues devido à prática da carcinicultura (cata de caranguejos). Por isso, o órgão ambiental tomou algumas medidas, visando ordenar a atividade, nos estados do Nordeste e no Pará: estabeleceu um período de defeso; aumentou o tamanho mínimo para coletas autorizadas; proibiu a retirada de partes isoladas (quelas, pinças, garras ou puans), durante a captura, e restringiu o método de captura ao chamado braceamento, com auxílio de gancho ou cambito com proteção na extremidade. O período de defeso do caranguejo-uçá passar a vigorar, todos os anos, entre 1º de dezembro e 31 de maio, quando fica proibido capturar, manter em cativeiro, transportar, beneficiar, industrializar e comercializar as fêmeas do caranguejo. Nesta época ocorre a ?andada?, quando os caranguejos saem das tocas durante 3 a 4 dias para acasalar e liberar larvas nos manguezais. Os nove estados do Nordeste e o Pará terão de regulamentar o defeso, conforme a ocorrência da ?andada?, que tem datas diferentes em cada localidade.O tamanho mínimo para captura passa a ser 6 cm ao invés dos 4,5 cm anteriores, seja para fêmeas (fora do período de defeso) ou machos. As multas, em caso de descumprimento das novas regras, variam de R$ 700 a R$ 100 mil, conforme a infração. Os caranguejos apreendidos vivos pelos fiscais do Ibama serão devolvidos ao hábitat nativo.

Agencia Estado,

01 de julho de 2003 | 11h07

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.