Ibama regulamenta venda de jabutis, iguanas e jibóias

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deverá regulamentar, até o fim do ano, o comércio de jabutis, iguanas e jibóias (subespécies Boa constrictor constrictor e Boa consctrictor amarali) como animais de estimação. A autorização, que entrará em vigor a partir de janeiro, é uma recomendação da Câmara Técnica de Fauna, que reúne representantes da comunidade científica, organizações não-governamentais (ongs) e governo, e é destinada a animais nascidos em cativeiro e devidamente registrados.Segundo José de Anchieta do Santos, diretor de Fauna e Recursos Pesqueiros do Ibama, a medida atende a uma demanda crescente das casas comerciais de pets e ajuda a combater o tráfico de animais silvestres. ?Existe um excedente na produção em cativeiro, nos zoológicos e nos criadouros credenciados pelo Instituto, mas o comércio não era regularizado?, explica.A venda desses animais silvestres deverá obedecer a critérios técnicos, como a marcação dos animais por meio de chips eletrônicos para identificação de origem, o certificado sobre as condições de saúde dos animais e as instruções sobre como criá-los. A criação e o comércio da subespécie de jabuti Geoquelone carbonaria já seguia uma regulamentação de 1997 para várias espécies. As novas regras incluíram também a subespécie Geochelone denticulata.Com a permissão, a criação de jatutis em cativeiro tornou-se a porta de entrada para produtores rurais nordestinos no mercado internacional de animais de estimação. Dois pequenos produtores da Bahia já exportaram cerca de cinco mil desses animais, principalmente para os Estados Unidos e Japão. Um jabuti, de origem legal, devidamente marcado com chip eletrônico, pode ser comprado nas lojas brasileiras por até R$ 100,00, preço que pode dobrar no exterior.Conforme Anchieta, o mesmo poderá acontecer com iguanas e jibóias, cuja procura também é muito grande. ?As jibóias não são venenosas e segundo os especialistas, se estiverem bem alimentadas, não oferecem perigo. A Câmara Técnica recomendou a liberação de um número maior de espécies, mas resolvemos começar com essas três e avaliar os resultados?.

Agencia Estado,

03 de dezembro de 2002 | 14h43

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