Ibama rejeita estudo de impacto ambiental de Ipueiras

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) rejeitou, por falta de qualidade, o estudo de impacto ambiental (Eia-Rima) da hidrelétrica de Ipueiras, a ser construída no rio Tocantins. Ipueiras está na lista de 17 usinas que o governo pretende licitar em março do próximo ano e é o maior desses empreendimentos em potência instalada, com 480 megawatts (MW). A previsão é de que as 17 hidrelétricas, em conjunto, tenham 2.820 MW de potência. O leilão dessas usinas será o primeiro a ser realizado sob as regras do novo modelo do setor elétrico, que exigem o licenciamento ambiental antes da licitação, ao contrário do que vinha sendo feito anteriormente. Segundo nota divulgada pelo Ibama nesta segunda-feira, o estudo apresenta "erros básicos", como a falta de avaliação do impacto que a obra causaria sobre a fauna e a flora da região.O reservatório de Ipueiras, segundo o Ibama, também é o maior da lista de hidrelétricas em licenciamento no País, com previsão de alagar uma área de 1.100 quilômetros quadrados. "O caso de Ipueiras não é raro. Os estudos de impacto ambiental precisam de mais qualidade técnica", advertiu o diretor de Licenciamento do Ibama, Nilvo Silva, em nota divulgada à imprensa. O diretor diz ainda que as instituições de meio ambiente devem ser rigorosas quanto à análise dos estudos. Segundo ele, os erros na fase inicial de licenciamento têm gerado atrasos e impasses judiciais. O pedido de licença prévia da usina, segundo o Instituto, foi feito pelo Grupo Rede Energia S.A., em abril deste ano. O Ibama informou que aguarda a apresentação de novo Eia-Rima, com "informações confiáveis sobre fauna e flora, qualidade da água, áreas potenciais para criação de unidades de conservação, situação dos corredores ecológicos da bacia, entre outras exigências do termo de referência".

Agencia Estado,

29 de novembro de 2004 | 20h42

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.