Ibama solta tartarugas que sobreviveram a caçadores

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) soltou na noite de terça-feira 138 quelônios sobreviventes de uma apreensão feita no dia 7 de abril. Na operação foram apreendidos 180 tartarugas e tracajás, mas nem todos sobreviveram por conta das más condições em que os animais foram resgatados.Os animais foram apreendidos em um barco que estaria encaminhando-os para a venda em mercados locais. A venda da carne de quelônios não criados em cativeiro é proibida. O preço desses animais no mercado ilegal pode variar de R$ 50 a R$ 800, dependendo do tamanho, da espécie e da época em que é comercializado.Segundo a assessoria do Ibama, os animais que não sobreviveram estavam em péssimas condições, porque foram transportados no porão das embarcações em sacos de fibra fechados e abafados, sem água ou comida por vários dias.As duas pessoas que estavam no barco no momento da apreensão, Mário Antônio Machado e José Rufino de Oliveira Costa, foram presos em flagrante pela Polícia Federal e responderão a inquérito por crime ambiental.Os dois terão que pagar uma multa ao Ibama no valor R$ 500 por animal e mais um adicional por se tratar de animais ameaçados de extinção, num total de R$ 93 mil.Os quelônios sobreviventes passaram duas semanas em recuperação na piscina da sede do Ibama, recebendo alimentação e medicação para se fortalecer e ter condições de serem devolvidos ao seu habitat natural.Ainda segundo a assessoria, a soltura dos animais teve de ser feita à noite porque há ribeirinhos que ficam à espreita aguardando o barco doIbama para recapturar os quelônios.

Agencia Estado,

20 de abril de 2005 | 10h40

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