Igreja Católica alemã autoriza pílula do dia seguinte em caso de estupro

Arcebispo diz que a aceitação se baseia no efeito preventivo e condena métodos abortivos

Stephen Brown, Reuters

21 Fevereiro 2013 | 17h37

BERLIM - A Igreja Católica alemã anunciou nesta quinta-feira que aceitará o uso de certos tipos de "pílula do dia seguinte" para mulheres estupradas, depois de dois hospitais causarem indignação ao rejeitar esse tratamento a uma vítima de estupro.

A Conferência Episcopal Alemã disse que hospitais mantidos pela Igreja agora vão assegurar o tratamento médico, psicológico e emocional adequado para vítimas do estupro e que isso inclui o uso de medicamentos que evitam a gravidez sem provocar um aborto. O arcebispo Robert Zollitsch disse que uma reunião de quatro dias dos bispos alemães na cidade de Trier "confirmou que as mulheres que foram vítimas de estupro vão receber cuidados humanos, médicos, psicológicos e pastorais adequados".

"Isso pode incluir medicação com a 'pílula do dia seguinte', desde que isso tenha um efeito profilático, e não abortivo", disse ele em nota. "Métodos médicos e farmacêuticos que induzem à morte de um embrião continuam sem poder ser usados."

Isso significa que não haverá alteração na proibição da Igreja Católica à chamada pílula abortiva, com base no medicamento mifepristone ou RU-486, comercializada sob os nomes Mifegyne ou Mifeprex.

A Igreja continua sendo veementemente contra o aborto e o controle artificial da natalidade, mas na Alemanha ela agora irá diferenciar, nos casos de estupro, entre pílulas que impedem a fertilização do óvulo e as que induzem ao aborto.

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