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Igreja Católica aprova aplicativo para iPhone que ajuda fiéis a se confessarem

Sistema dá orientações sobre o ato da confissão e foi desenvolvido com ajuda de padres

Reuters,

08 Fevereiro 2011 | 16h02

A Igreja Católica aprovou um aplicativo para iPhone que ajuda fiéis a se confessarem. O programa - chamado Confissão - foi colocado à venda semana passada pela loja virtual da Apple, iTunes, por US$ 1,99 (R$ 3,32). Descrito como "a ajuda perfeita para todo penitente", o aplicativo dá ao usuário dicas e orientações sobre o ato da confissão.

 

O aplicativo guia os usuários através do sacramento da confissão - em que católicos admitem seus pecados - e permite que o fiel mantenha um registro de seus pecados. O aplicativo também permite que os usuários façam um exame de consciência com base em fatores como idade, sexo e estado civil - mas afirma que não tem como objetivo substituir a confissão inteiramente.

 

Em vez disso, a ideia é encorajar os usuários a compreender suas ações, e a buscar um padre para obter absolvição. "Nosso desejo é convidar católicos a se envolverem com sua fé através da tecnologia digital", disse Patrick Leinen, da Little iApps. O lançamento foi feito logo após o papa Bento 16 ter exortado católicos a usarem a comunicação digital e mostrarem-se presentes online.

 

Os responsáveis por elaborar o aplicativo, do estado norte-americano de Indiana, disseram ter levado em conta as palavras do papa enquanto preparavam a ferramenta para consumo público. "Nosso objetivo com esse projeto é oferecer um aplicativo digital que seja uma "verdadeira nova mídia a serviço da palavra", disse a empresa.

 

Segundo a Little iApps, o aplicativo foi desenvolvido com a ajuda de vários padres, e teve a aprovação do bispo Kevin Rhoades da diocese de Fort Wayne, em Indiana.

 

Essa seria a primeira vez que a Igreja aprovou um aplicativo para celular, embora a instituição não seja totalmente alheia ao mundo digital. Em 2007, o Vaticano lançou seu próprio canal no YouTube. Dois anos depois, um aplicativo para o Facebook foi criado, para que usuários pudessem enviar cartões postais digitais ao pontífice.

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