AP
AP

Igreja Católica da Itália afirma que máfia atua em todo o país

Religioso diz que se deve 'olhar para todo o país' e não apenas ao sul ao falar das organizações criminosas

ANSA,

25 Fevereiro 2010 | 15h02

O secretário-geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI), dom Mariano Crociata, disse que a preocupação expressa nesta quarta-feira, 24, pelos bispos locais sobre a atuação de organizações criminosas no sul se refere "ao país inteiro".

 

Veja também:

linkBebida faz presidente de Igreja Evangélica alemã renunciar

linkIgreja investiga padre que oferecia serviços sexuais na internet 

 

Em entrevista à Rádio Vaticana, Crociata comentou o documento divulgado pela CEI, que versava sobre a relação entre a Igreja Católica e a região meridional italiana. O texto acusava as máfias, que atuam fortemente nesta região, de serem "a configuração mais dramática do mal e do pecado".

 

"O olhar para todo o país é uma preocupação de primeiro plano do documento. Quero, porém, precisar que entendemos democracia no sentido mais amplo, ou seja, do desenvolvimento, crescimento, caminho do país, e não no sentido redutor", afirmou o religioso.

 

De acordo com Crociata, a abrangência da publicação está incluída em seu título, "Per un paese solidale. Chiesa italiana e Mezzogiorno" ("Por um país solidário: Igreja Católica e Sul", em tradução livre). "São todos os bispos italianos que olham o país inteiro e ao olhar o país inteiro devem revelar o atraso grave, persistente, de uma grande parta da nação. A atenção dos bispos é intencionalmente direcionada a esta visão de união, ao desejo de que todo o país cresça", continuou.

 

"Nem mesmo seria legítimo enxergar e considerar o Sul como um problema à parte, um problema a ser isolado, uma doença para tirar fora do circuito", completou Crociata.

 

O secretário-geral da CEI afirmou ainda que a superação das dificuldades não vem somente da disponibilidade de mais recursos financeiros. "Gostaria de falar não somente da utilização efetiva, mais do que tem sido feito, dos recursos econômicos e estruturais disponíveis, mas do crescimento de uma consciência civil", explicou, atribuindo esta atitude à formação dos jovens.

Mais conteúdo sobre:
igreja catolica Italia mafia

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.