Igreja Católica inicia processo de beatificação de padre Albino

Grupo foi formado para avaliar depoimentos sobre possíveis milagres intercedidos pelo padre

Chico Siqueira,

07 Março 2013 | 18h17

ARAÇATUBA - A Igreja Católica iniciou o processo de beatificação do padre Albino Alves da Silva e Cunha, o Padre Albino, que viveu em Catanduva, no interior paulista, por 55 anos até sua morte em 1973. O Tribunal de Causa, formado por autoridades religiosas, foi instalado para ouvir em cinco meses cerca de 50 testemunhas que conviveram, trabalharam ou conheceram de perto Padre Albino. O objetivo é formar um dossiê da vida do padre para apresentar a análise do Vaticano.

Autoridades religiosas que compõe o Tribunal vão avaliar os depoimentos e depois colher informações sobre possíveis milagres intercedidos pelo padre para, posteriormente, convencer o Vaticano sobre sua beatificação e em seguida, canonização. Segundo o padre José Luiz Cassimiro, vice postulador da Causa, as testemunhas responderão um interrogatório e seus depoimentos, junto com outros documentos sobre a vida do padre, vão embasar as provas que o Vaticano exige.

Depois disso, o material colhido segue para análise do Vaticano e se aprovado, padre Albino recebe o título de Bem Aventurado. Em seguida, há a necessidade de comprovação de pelo menos dois milagres, um para que padre Albino seja beatificado e outro para sua canonização.

Segundo padre Cassimiro, o processo de beatificação dever durar pelo menos dez meses e também vai investigar a vida de padre Albino em Portugal, para onde se mudou depois de deixar Catanduva, onde fundou o Hospital Padre Albino, hoje de referência regional.

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