Igreja continua contra utilização de célula-tronco, diz arcebispo

Dom Walmor de Azevedo diz que não é 'contra o avanço da ciência', mas espera que o STF proíba as pesquisas

José Maria Mayrink, de O Estado de S.Paulo,

08 de abril de 2008 | 20h28

A Igreja vai insistir até o fim em sua oposição às pesquisas com células-tronco embrionárias, apesar da crescente campanha pela sua aprovação. "Defendemos a vida desde o momento da fecundação até o seu término e esperamos que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) proíba pesquisas que atentam contra isso", disse o arcebispo de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé.   Veja também: Começa a Assembléia Geral de Bispos do Brasil  Bispo quer enfatizar evangelização na educação católica Presidente da CNBB critica vícios eleitoreiros de candidatos   Reunidos na 46ª Assembléia Geral de Itaici da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no município de Indaiatuba, interior de São Paulo, os bispos divulgarão até sexta-feira, 11, uma declaração oficial em defesa da vida com seus argumentos e explicações contra as pesquisas com células embrionárias. "Não somos contra o avanço da ciência, mas defendemos o ser humano em todas as fases de sua existência", insistiu d. Walmor.   Mais duas declarações serão divulgadas pela CNBB em Itaici: uma em defesa das florestas e da população da Amazônia e outra sobre as próximas eleições municipais. "Como brasileiros, pregamos a preservação da Amazônia e condenamos toda ameaça à vida de seus habitantes", observou o arcebispo de Belo Horizonte em nome da Assembléia Geral.   D. Walmor é um dos quatro delegados eleitos pelo plenário para participar do Sínodo dos Bispos, uma reunião com representantes do mundo inteiro que vai debater em outubro o tema A Palavra de Deus, em Roma, na Itália. Os outros delegados brasileiros serão d. Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana e presidente da CNBB, d. Joviano de Lima Júnior, arcebispo de Ribeirão Preto, d. Eugene Lambert Adrian Rixen, bispo de Goiás. Esses nomes ainda não foram anunciados oficialmente, porque dependem de confirmação do papa.

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