Igreja critica os problemas de corrupção na América Latina

Instituição religiosa diz que está à disposição para colaborar 'eficazmente' para desenvolver projetos na região

Efe,

01 Dezembro 2009 | 11h56

A Igreja Católica disse estar muito preocupada com o comércio de drogas, a corrupção e o tráfico de armas na América Latina, e demonstrou disposição em colaborar "eficazmente" com as autoridades para desenvolver projetos que acabem com esses problemas na América Latina.

 

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É o que afirma um documento divulgado nesta terça-feira, 1, pelo Vaticano por ocasião da 14ª Reunião do Conselho especial para a América da secretaria geral do Sínodo de Bispos, realizada nos dias 17 e 18 de novembro.

 

Os bispos latino-americanos denunciaram que o continente sofre de graves problemas como o comércio de drogas, reciclagem de lucros ilegais, corrupção, violência, corrida armamentista, discriminação racial, dívida externa, desigualdades entre grupos sociais e destruição da natureza.

 

Sobre a corrupção, assinalaram que é um fenômeno "muito disseminado" no continente e que a Igreja apoia os esforços das autoridades civis para "derrotá-la ou, pelo menos, reduzi-la".

 

Além do comércio de drogas, que, segundo os religiosos, "ameaça a integridade dos povos americanos", os bispos denunciaram a facilidade com que armas circulam na América Latina.

 

"A Igreja deve levantar a voz que denuncia o rearmamento e o escândalo do comércio de armas, que consome grandes quantias de dinheiro que deveriam ser destinadas a combater a miséria e a promover o desenvolvimento", diz o texto Vaticano.

 

Os bispos também afirmaram que é necessário promover uma cultura da solidariedade que incentive iniciativas de apoio aos pobres e aos marginalizados, especialmente aos refugiados.

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