Igreja mexicana condena o uso de minissaias

Comentário de padre em meio oficial é acusado de facilitar justificação da violência sexual contra as mulheres

AP

19 de agosto de 2008 | 20h40

A condenação das minissaias por um padre católico em um site oficial da igreja está causando indignação entre algumas mulheres mexicanas, que dizem que os sacerdotes estão facilitando a justificação da violência sexual contra as mulheres.  O reverendo Sergio G. Roman soou o alarme contra as minissaias na publicação online de preparação para o fórum dos valores da família que ocorrerá no México no ano que vem.  "Quando mostramos nossos corpos sem prudência, sem modéstia, nós estamos nos prostituindo", escreveu Roman.  Colunistas de jornal criticaram o comentário e advogados dos direitos da mulheres se disseram ofendidos.  Mulheres usando pequenas saias e blusas decotadas protestaram em frente à catedral da Cidade do México durante a missa de domingo, carregando placas que diziam: "vestida ou nua, sou a mesma." Guadalupe Loaeza, renomada comentadora social, disse que se preocupa que as afirmações do padre possam ser levadas a sério e tornem aceitável culpar a vítima de abuso sexual.  "Isso dá aos estupradores permissão para dizer, 'bem, ela estava de minissaia'", disse. "O que a igreja diz tem credibilidade - é por isso que esse tipo de afirmação é tão perigosa." A arquidiocese diz que a mídia distorceu o que Roman disse e que o artigo claramente pretendia fornecer "guia moral para a comunidade católica."

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