Igreja não quer privilégios econômicos, diz papa

Afirmação é resposta às Comissão Européia, que pediu esclarecimentos à Itália sobre isenções fiscais ao Vaticano

Philip Pullella, da Reuters,

04 de outubro de 2007 | 16h53

A Igreja não busca privilégios financeiros, disse nesta quinta-feira, 4, o papa Bento XVI, depois de a Comissão Européia ter pedido esclarecimentos à Itália sobre as isenções fiscais oferecidas à Igreja Católica. "A Igreja não busca o poder nem exige privilégios ou aspira a posições com vantagens sociais ou econômicas", disse ele num discurso para o novo embaixador da Itália no Vaticano. No mês passado, a Comissão Européia pediu informações sobre os benefícios fiscais concedidos pela Itália à Igreja Católica, depois de receber denúncias de que eles configuram ajuda estatal ilegal. A comissão não abriu uma investigação oficial sobre o caso, e o papa não fez menção ao Executivo da União Européia em seu discurso. A Igreja Católica conta com uma série de benefícios fiscais na Itália, principalmente nos aluguéis de suas amplas propriedades. O governo italiano abre mão de mais de 700 milhões de euros em impostos, segundo algumas estatísticas. A posição da Igreja é que as isenções fiscais são legítimas por causa do trabalho social que ela realiza. A União Européia já teve outros embates com a Igreja Católica. Em 2005, a Comissão disse que a Espanha estava violando as leis da UE por isentar a Igreja de impostos sobre bens como velas, bancos de igreja e terra para construir igrejas. Desta vez, as críticas vêm de dentro da própria Itália.

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