Igrejas européias conscientizarão fiéis sobre mudança climática

Reunião entre membros das religiões monoteístas e do governo da UE lançou bases para a mobilização de fiéis

Efe

05 de maio de 2008 | 17h18

Representantes das principais religiões monoteístas da Europa se comprometeram nesta segunda-feira, 5, a mobilizar seus seguidores contra a mudança climática, em uma reunião impulsionada pelos líderes das instituições européias. O encontro, o quarto deste tipo que acontece na União Européia (UE), reuniu presidentes da Comissão, Conselho e Parlamento europeus com altos dignatários anglicanos, reformistas, ortodoxos, católicos, islâmicos e judeus.  A reunião desta segunda-feira, 5, constitui "a primeira ocasião ocasião em que há colaboração entre líderes espirituais e a UE" em matéria de proteção do meio ambiente, segundo afirmou na coletiva de imprensa o presidente da Comissão Européia (CE), José Manuel Durao Barroso, que qualificou o encontro como "intenso e frutífero." Tanto Barroso como Janes Jansa (também o primeiro-ministro esloveno) e Hans-Gert Pöttering, presidentes do Conselho e Parlamento europeus, respectivamente, disseram que as religiões podem desempenhar um papel fundamental para conscientizar a opinião pública sobre a necessidade de atuar contra a mudança climática.  Em particular, e a partir de sua posição como referência moral da comunidade a que atendem, as igrejas "poderiam conseguir que as pessoas mudassem seus hábitos, realizando um consumo mais responsável e mais respeitoso com o planeta", segundo o arcebispo de Vilna, Audrys Huozas Backis. Ainda assim, os representantes das distintas religiões que convivem na Europa e os responsáveis pelas instituições européias abordaram a necessidade de reconciliação entre as crenças e de fomento de diálogo intercultural.  Pöttering declarou que a respeito do que pesem as diferenças que possam existir em muitos temas, todos concordam em promover o respeito e a tolerância, "ao contrário dos que falam em choque de civilizações." Por sua parte, o presidente da CE destacou a importância de "compatibilizar a liberdade de expressão e o respeito entre crenças", algo que, segundo disse, "será a chave no futuro da Europa." Quando perguntado sobre esse mesmo tema, o teólogo muçulmado da Bósnia Herzegovina, Mustafá Céric, se referiu ao documentário sobre o islamismo do deputado holandês Geert Wilders, o qual, indicou, "provavelmente não contribuirá a melhorar a liberdade de expressão, mas ferirá muitos corações."  Por último, o presidente do Parlamento Europeu disse que o diálogo entre as autoridades comunitárias e as igrejas e as comunidades religiosas européias logo será "juridicamente vinculativo, uma vez que está incluído na reforma do tratado da UE."

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