<i>Homo erectus</i> pode ter tido tamanhos diversos

O Homo erectus que viveu na África entre 2 milhões e 500 milhões de anos atrás pode ter tido uma boa variedade de formas e estaturas. Um dos primeiros indícios desta diversidade foi obtido com a descoberta de um crânio datado de 900 mil anos, no Quênia. Tata-se de um crânio de menor tamanho em relação aos dos Homo erectus, que pertenceu a um hominídeo adulto.O fóssil foi encontrado em meados do ano passado, numa região onde é freqüente a descoberta de muitos artefatos fabricados pelos pré-humanos daquele período. É o menor crânio de hominídeo já achado, e os cientistas tendem a classificá-lo como um Homo erectus, e não como uma outra espécie. Não se sabe se este indivíduo era do sexo masculino ou feminino. Foi morto por um animal carnívoro, provavelmente.As primeiras conclusões sobre o fóssil estão publicadas na Science. O antropólogo Jeffrey Schwartz, da Universidade de Pittsburgh, comentou o artigo científico afirmando que a descoberta permite questionar se o Homo erectus não teria sido ?mais um acidente histórico do que uma realidade biológica?. Os cientistas avaliam que os precursores dos humanos modernos viveram em grupos pequenos, que se separaram e se diferenciaram durante algum tempo, mas que se cruzavam e trocavam genes em intervalos de alguns milhares de anos."Eles ficavam isolados por um tempo, talvez por centenas de gerações, e por isso desenvolveram uma combinação de características próprias", explica Richard Potts, do Museu Nacional de História Natural, dos EUA, e do Museu Nacional do Quênia, coordenador do estudo. Mudanças e eventos climáticos severos, entretanto, teriam levado à fusão de diferentes grupos, e talvez à extinção de outros.Restos de Homo erectus já foram encontrados em partes da África, sul da Europa e Ásia. Eram hominídeos que produziam ferramentas de pedra e viviam em grupos, mas os antropólogos ainda não tem certeza se havia espécies diferentes ou subespécies entre eles.

Agencia Estado,

02 de julho de 2004 | 13h56

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