HST/Nasa-ESA
HST/Nasa-ESA

Imagens do Hubble produzem 'escala evolucionária' de galáxias

Combinando várias faixas de radiação, telescópio mapeia os diversos estágios da evolução das galáxias

estadao.com.br,

05 Janeiro 2010 | 15h31

Um mosaico composto por imagens feitas pelo Telescópio Espacial Hubble em 2004 e 2009 mostra os vários estágios da evolução das galáxias, e cobre 12 bilhões dos 13,7 bilhões de anos de idade do Universo.

 

A imagem completa (site da Nasa)

Astrônomos encontram provas de canibalismo entre galáxias

 

Combinando dados obtidos em várias faixas de radiação - do ultravioleta ao infravermelho, passando pela luz visível - a imagem revela uma "escala evolucionária" ao longo da qual as galáxias parecem cada vez mais caóticas quanto mais se recua para o passado, nas fases de crescimento marcadas por colisões e fusões com outros grupos de estrelas.

 

As galáxias apresentadas vão desde as espirais maduras - localizadas a 1 bilhão de anos-luz - , que aparecem no primeiro plano, até as de forma mais irregular, a maioria das quais está mais longe, e portanto existiu num passado mais distante. Essas galáxias menores são consideradas as peças formadoras das galáxias atuais.  

 

Segundo nota divulgada pela Nasa, astrônomos estão usando o panorama para rastrear vários detalhes da evolução galáctica, incluindo as taxas de formação de estrelas, a taxa de fusão entre galáxias e a abundância de buracos negros ativos no núcleo das cada uma.

 

Trecho da imagem com as galáxias em diferenmtes estágios de evolução. HST/Nasa-ESA

 

A imagem completa mostra uma tapeçaria de 7.500 galáxias, indo de 1 bilhão de anos atrás a até 13 bilhões. O trecho de espaço fotografado equivale a cerca de um terço do diâmetro da lua cheia.

 

As galáxias fotografadas em ultravioleta aparecem com um brilho azul, provocado pela abundância de estrelas jovens e ainda nascendo. A luz alaranjada revela os estágios finais da formação de grandes galáxias, de 8 bilhões a 10 bilhões de anos atrás. A luz infravermelha traz o fraco brilho rubro de galáxias muito distantes - em alguns casos, de 12 bilhões ou 13 bilhões de anos atrás.

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