Imagens em infravermelho confirmam impacto em Júpiter

Nuvem brilhante que aparece nessa faixa de luz representa destroços do impacto flutuando na atmosfera

Carlos Orsi, do estadao.com.br,

21 de julho de 2009 | 13h35

A Nasa divulgou na noite de segunda-feira, 20, imagens em infravermelho que dão sustentação à hipótese de que o planeta Júpiter foi atingido, recentemente, por outro astro, um cometa ou asteroide. Os autores da foto em infravermelho, os astrônomos Glenn Orton e Leigh Fletcher, já haviam defendido a ideia do impacto em entrevista ao estadao.com.br, na tarde de ontem.

 

Astrônomos veem sinal de novo grande impacto em Júpiter

 

A nota da Nasa que acompanha as fotos lembra que a descoberta do sinal da colisão acontece 15 anos após o primeiro, e até agora único, impacto entre dois astros do Sistema Solar já acompanhado por cientistas - o mergulho de fragmentos do cometa Shoemaker-Levy 9 na atmosfera de Júpiter.

 

Imagem em infravermelho mostra a nuvem de destroços flutuando sobre a marcda do impacto. Nasa

 

O sinal de um possível impacto em Júpiter havia sido detectado inicialmente por um astrônomo amador, o australiano Anthony Wesley. Seguindo a dica de Wesley, Orton e Fletcher usaram o Telescópio Infravermelho mantido pela Nasa no Havaí, para reunir evidências da colisão.

 

As imagens em infravermelho mostram uma marca escura perto do Polo Sul, e partículas brilhantes na atmosfera superior. A mancha brilhante representa o calor do Sol sendo refletido por partículas de material que flutuam acima da atmosfera. Essas partículas possivelmente são vestígios de alguma coisa que atingiu o planeta e explodiu.

 

"Poderia ser o impacto de um cometa, mas ainda não temos certeza", disse Orton. Falando à revista britânica NewScientist, Fletcher disse que a cicatriz deixada pelo impacto parece ter o tamanho do planeta Terra.

 

Imagem em infravermelho do local da colisão obtida pelo telescópio infravermelho Keck 2. Divulgação

 

Outro telescópio infravermelho baseado no Havaí, o Keck 2, também obteve imagens da nuvem de dejetos produzida pela colisão. Segundo nota divulgada pelo observatório W.M. Keck, que abriga o telescópio, as imagens são consistentes com o tipo de ejeção de material observada durante o impacto do Shoemaker-Levy 9, em 1994.

 

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