Imaturidade não basta para anular casamento, diz papa

Bento XVI disse que esse tipo de questão é 'um problema de grande atividade' para os casamentos católicos

Efe,

29 de janeiro de 2009 | 19h18

O papa advertiu nesta quinta-feira, 29, aos juízes do Tribunal da Rota Romana que os problemas de imaturidade psicológica dos cônjuges não podem ser invocados com facilidade para obter a anulação de casamentos católicos.  Veja também: Economista cria 'calculadora que prevê chance de divórcio' Bento XVI fez essas afirmações em seu discurso aos juízes, oficiais e colaboradores do Tribunal da Rota, encarregado de validar os casamentos católicos, que recebeu por ocasião da abertura do Ano Judicial no Vaticano.  O papa se referiu à incapacidade psicológica como causa de anulação do casamento que continua sendo "um problema de grande atividade", pois é necessário tratar o tema com "grande profundidade e caridade." O pontífice, lembrando as palavras de João Paulo II, afirmou que se deve preservar a comunidade eclesiástica "do escândalo de ver, na prática, destruído o valor do casamento cristão por causa das exageradas e quase automáticas declarações de anulação, no caso do fracasso do matrimônio, sob o pretexto de qualquer imaturidade ou debilidade psicológica." Segundo o papa, pode-se pensar em uma verdadeira incapacidade apenas em caso de anomalias relacionadas com a capacidade de agir da pessoa.  Bento XVI convidou os juízes a apoiarem-se em informações de peritos "para acertar a verdadeira incapacidade, que sempre é uma exceção ao princípio natural da capacidade necessária para compreender, decidir e realizar a entrega de que nasce o vínculo conjugal."

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