Incêndio destrói vegetação do Parque da Chapada dos Guimarães

Um incêndio já devastou cerca de 100 hectares de vegetação do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, a 65 quilômetros de Cuiabá. O fogo se alastrou rapidamente e destruiu uma área de preservação particular de propriedade do juiz Ciro Mioto, além de escarpas no Balneário da Salgadeira. Cerca de 30 pessoas e dois helicópteros tentam controlar o fogo. A causa será analisada por peritos.As perdas com o fogo no parque, são "incalculáveis", avalia o coordenador do Programa de Prevenção ao Fogo (Prevfogo) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Romildo Gonçalves. "A seca, a baixa umidade, o vento e o acesso difícil às áreas onde tem focos dificultam o combate ao fogo", disse Romildo.No Norte do Mato Grosso, equipes do Ibama, Polícia Florestal e produtores rurais tentam controlar incêndios florestais que atingem a Amazônia Legal na divisa do Pará. Até o começo da noite havia focos de queimadas em Guarantã do Norte, Juína e Aripuanã. "A situação é crítica, mas o fogo já está sob controle", garantiu Romildo Gonçalves.Em todo o Estado, a seca multiplica os índices de queimadas. Este ano já foram registrados 25.227 focos de calor, conforme imagens detectadas pelo satélite NOAA-12. Entre os dias 15 de julho e 15 de agosto, período em que vigora a portaria do Ibama que proíbe queimadas no Estado, foram 7,9 mil focos, contra 7,8 mil ocorridos naquele mês, segundo dados do Programa de Prevenção e Controle de Queimadas e Incêndios Florestais na Amazônia Legal (Proarco). Ou seja: nos primeiros 30 dias de proibição de queimadas no Estado a quantidade de focos é superior ao de junho deste ano, quando a temporada do fogo deveria ter atingido seu auge. A proibição de queimadas vai até 15 de setembro no Mato Grosso.De acordo com o serviço especial de monitoramento em áreas indígenas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), ontem foram detectados incêndios na terra indígena Bakairi, em Paranatinga, e Pimentel Barbosa, em Barra do Garça, dos índios xavante.

Agencia Estado,

20 de agosto de 2002 | 17h52

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