Incêndio em terminal da Petrobras causa vazamento de óleo

Um incêndio de grandes proporções atingiu o Terminal Marítimo Maximiniano da Fonseca, da Petrobras, em Angra dos Reis (litoral fluminense), e causou vazamento de óleo para o mar. O fogo começou às 23h de sábado e só foi controlado às 4h da madrugada. Ninguém ficou ferido. Segundo a Transpetro, subsidiária da Petrobras responsável pelo funcionamento do terminal, a quantidade de óleo vazado ainda não foi avaliada. As chamas do fogo chegaram a 40 metros de altura, segundo informações do Corpo de Bombeiros de Angra.Barreiras de contenção foram lançadas ao mar para evitar que o óleo se espalhasse. Em dois comunicados à imprensa, a Transpetro informou que o trabalho de limpeza deve terminar no fim da tarde de amanhã. As primeiras informações eram de que se trata de um óleo fino, que chegou ao mar misturado com a água e a espuma usada para apagar o fogo. O píer passava por uma reforma e, por isso, os técnicos investigam se o fogo começou por causa de alguma fagulha usada para soldar o duto. A assessoria de imprensa da Transpetro informou que não havia transporte de óleo pelos dutos no momento do acidente e o óleo espalhado era resíduo que havia ficado na tubulação.Segundo informação do tenente Eduardo Carvalho, do 10º Grupamento do Corpo de Bombeiros, em Angra, 60 bombeiros e oito carros foram usado para combater o fogo. "O lugar estava muito escorregadio por causa do óleo e essa foi a maior dificuldade para chegar ao píer e controlar o incêndio, que foi grande", afirmou Carvalho. Como o píer tinha sido desativado para obras de manutenção, nenhum navio estava atracado no local, o que evitou que o acidente fosse agravado. "Pelo volume de fogo e pelo tempo que durou o incêndio, poderia ter tido maiores conseqüências se houvesse moradias por perto. Felizmente não ocorreu nada mais grave", disse o comandante do 10º Grupamento, coronel Sérgio Simões. O terminal fica na baía de Ilha Grande, na parte leste da cidade e longe do centro, sem prédios ou casas em volta.As operações de carga e descarga no terminal foram suspensas por tempo indeterminado. O píer recebe em média 23 navios por mês, que serão transferidos para outras unidades da Transpetro.Engenheiros da Petrobras investigam as causas do acidente e avaliam o dano material e ao meio ambiente. A Transpetro informou que um total de 450 pessoas e 50 embarcações foram utilizadas no trabalho de "combate, prevenção e monitoramento de eventuais ocorrências no entorno do local do acidente". Segundo a nota da empresa, assim que o fogo começou, foi acionado do Plano de Contingência e, depois de chamar o Corpo de Bombeiros, a equipe de plantão avisou sobre o acidente à Agência Nacional de Petróleo (ANP), à Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feema), ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), à Capitania dos Portos e às prefeituras de Angra e de Mangaratiba.

Agencia Estado,

15 de setembro de 2002 | 17h27

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