Incêndio na Bolívia põe o Acre em estado de emergência

O governador do Acre, Jorge Viana, declarou estado de emergência, por conta da fumaça negra que, produzida pelas queimadas em pastos e fazendas, forçou o fechamento de aeroportos e reduziu a visibilidade nas estradas. Muito da fumaça vem da Bolívia, onde um incêndio que arde há dois semanas já devorou 470.000 hectares de pastagens e floresta."Temos de alertar o governo federal para o fato de que eles estão destruindo a Amazônia e que estamos pagando um preço que não é nosso", disse Viana a jornalistas na capital, Rio Branco. A fumaça provocou um forte aumento no número de internações hospitalares provocadas por problemas respiratórios, principalmente entre idosos e crianças.O gigantesco incêndio já custou a vida a quatro crianças na Bolívia, deixando feridas outras sete. A situação da região, declarada "zona de desastre e emergência nacional" pelo governo boliviano, é desesperadora, por conta da dificuldade para a chegada de víveres e a falta de água potável. A seca é severa.As vítimas, menores de dois anos, morreram na aldeia de San Antonio de Imose, vítimas da fumaça que cobre uma ampla região no nordeste da Bolívia e que pode ser vista a partir da cidade de La Paz, a mais de 1.000 quilômetros de distância.Se não chover "dentro de pouco tempo, corre-se o risco de que o vento reavive as cinzas quentes", advertiu o comandante das Forças Armadas bolivianas, almirante Marco Antonio Justiniano. Até o momento, 17 comunidades indígenas foram evacuadas.

Agencia Estado,

22 de setembro de 2005 | 16h49

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