Indígena da Guiana recebe prêmio Goldman

A líder indígena Jean La Rose, da Associação dos Povos Ameríndios, da Guiana, recebe o Prêmio Ambiental Goldman, hoje à noite, numa cerimônia a ser realizada em San Francisco, na Califórnia, EUA. É um reconhecimento por sua luta contra mineradoras transnacionais, que detêm concessões de lavra em cerca de 30% das florestas da Guiana, e em prol dos direitos indígenas à terra. Graças a Jean La Rose, que integra a Comissão de Revisão Constitucional, o direito dos ameríndios a um meio ambiente saudável foi incluído na Constituição da Guiana e seis comunidades indígenas dos Akawaio e Arekuna, habitantes da região do rio Mazaruni, entraram na Justiça com o primeiro processo indígena da história, reivindicando o direito à terra e a revogação das concessões de mineração. O Prêmio Ambiental Goldman foi criado em 1951 pelo então presidente da seguradora Goldman Insurance Services, Richard N. Goldman, e por sua mulher, Rhoda Goldman, da família Levi Strauss. É atribuído todos os anos a ambientalistas de destaque, em 6 regiões: África, Ásia, Europa, Ilhas-Nações, América do Norte, América do Sul e América Central. O prêmio máximo é de US$ 125 mil.Este ano, também serão reconhecidos: Fátima Jibrell, da Somália, pelo trabalho contra a exportação de carvão de acácia, atividade que estava acabando com essas árvores no país; Pisit Charnsnoh, da Tailândia, pelo trabalho junto a pescadores, para recuperação dos mangues; Jadwiga Lopata, da Polônia, pela implementação de programas de ecoturismo para preservar as granjas tradicionais polonesas; Alexis Massol-González, de Porto Rico, pela criação da primeira reserva florestal comunitária, no lugar de uma mineração, e Sarah James, Norma Kassi e Jonathon Solomon, dos Estados Unidos e Canadá, por sua luta em defesa do Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico contra a exploração de petróleo.Dois brasileiros já receberam o Prêmio Goldman: o antropólogo Carlos Alberto (Beto) Ricardo, fundador do instituto Socioambiental (ISA), em 1992, e a senadora Marina Silva, em 1996.

Agencia Estado,

22 de abril de 2002 | 14h54

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