Iniciativa Equatorial é lançada em São Paulo

Depois de Nova York e Londres, agora é a vez de São Paulo receber especialistas em biodiversidade e desenvolvimento sustentável para o lançamento da Iniciativa Equatorial. O evento acontece nesta quinta-feira no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo.A proposta é do Programa das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento (PNUD) para multiplicar e incentivar projetos e medidas que conservem a biodiversidade e ajudem a reduzir a pobreza, nos países situados entre os trópicos de Câncer e Capricórnio."O programa do PNUD é um grande avanço para o desenvolvimento, pois mostra para o público brasileiro e internacional o que algumas ongs há muito lutam para divulgar e implementar no Brasil: que o respeito à natureza e às comunidades tradicionais gera alternativas viáveis para o desenvolvimento e para a preservação", afirma José Pascowitch, diretor da BrasilConnects Ecologia, um dos parceiros do PNUD na Iniciativa Equatorial e anfitrião do evento de lançamento.Como nos eventos dos Estados Unidos e Europa, o lançamento brasileiro será seguido de um dia de workshop, na Fundação Getúlio Vargas, também em São Paulo, com a elaboração de um documento para a Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+10), que acontece em Johannesburgo, na África do Sul, entre agosto e setembro.Os especialistas relacionados à Iniciativa Equatorial estimam, que cerca de 231 milhões de pessoas, dos 116 países tropicais, ganham menos de um dólar por dia e, para sobreviver, dependem diretamente do que extraem da biodiversidade, seja na forma de energia, alimento ou produtos comerciais. A superexploração destes recursos não causa apenas a degradação ambiental, mas pode conduzir a um aumento insuportável da pobreza e a situações de conflito.Além de discutir formas de evitar tais conflitos através da racionalização do uso dos recursos naturais ou da fiscalização de atividades predatórias, o que se defende, neste programa, é a divulgação de casos de sucesso, que possam ser reproduzidos. Para tanto, a Iniciativa deve dar um prêmio de US$ 30 mil para cinco comunidades, que tenham feito esforços concretos para chegar ao uso sustentável da floresta, com aumento de renda ou melhoria objetiva das condições de vida da população.Muitas vezes esses projetos são desconhecidos e não recebem os investimentos adequados porque são isolados ou modestos demais e com a premiação, podem receber o impulso necessário para se tornarem um exemplo mundial. Os projetos comunitários podem ser indicados para o prêmio até o próximo dia 15 de maio e os vencedores serão anunciados na Rio+10, em Johannesburgo.

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