Inseminação artificial tem gerado menos múltiplos

O número de nascimentos múltiplos ligados à inseminação artificial está decrescendo, principalmente porque os médicos estão implantando menos embriões a cada tentativa de tornar uma mulher grávida. É o que sugere uma pesquisa publicada na mais recente edição do New England Journal of Medicine.Normalmente, são implantados vários embriões no útero, a cada vez, para aumentar as probabilidades de produção de um bebê ? uma técnica que algumas vezes funciona tão bem que leva ao nascimento de gêmeos, trigêmeos ou mais nascimentos múltiplos.Mas os avanços técnicos e o advento de normas de procedimento estão permitindo maior economia no uso de embriões, segundo o estudo.LimiteA descoberta vai provavelmente atiçar o debate nos Estados Unidos sobre se o governo deve estabelecer um limite para o número de embriões usados em cada tentativa."Isto está evoluindo tão rapidamente que, colocar (a decisão) nas mãos dos legisladores é moderar e limitar o progresso", diz Robert Rebar, diretor da American Society for Reproductive Medicine. "As normas de procedimento estão funcionando."Muitos países, incluindo a Inglaterra e o Brasil, limitaram o número de embriões para dois por tentativa. Até agora, os Estados Unidos têm deixado a decisão para médicos e pais.PesquisaOs pesquisadores do Brigham and Women´s Hospital, de Boston, analisaram dados de casos de fertilização in-vitro, no qual as mulheres têm seus próprios óvulos fertilizados com esperma no laboratório e, então, reimplantados. A técnica é a mais usada dos procedimentos de fertilidade assistida.A média de embriões implantados caiu de quatro para três, entre 1995 e 2001, último ano dos dados oficiais. A partir de 1996, trigêmeos e número maior de nascimentos múltiplos caíram de 11% para 7% do total das gestações in-vitro. Mas taxa de gêmeos simples continua estabilizada entre os casos de gravidez in-vitro e está acima de total de nascimentos da população em geral.

Agencia Estado,

15 de abril de 2004 | 14h03

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