Instituto geográfico chileno solicita US$ 25 mi para atualizar mapas do país

Profundidade do mar mudou, dizem militares; algumas cidades deslocam-se metros

EFE

03 Maio 2010 | 18h56

O Instituto Geográfico Militar chileno solicitou ao Ministério da Defesa US$ 25 milhões para atualizar a cartografia do país, que sofreu modificações com o terremoto que devastou parte do Chile no fim de fevereiro.

 

O anúncio foi feito pelo diretor do Instituto Geográfico Militar, coronel Juan Vidal, em uma entrevista ao jornal La Segunda, em que destacou que "houve uma grande mudança subterrânea".

 

"Antes, a placa sul-americana avançava em direção nordeste de três a quatro centímetros anuais, mas agora o Chile se movimenta em direção sudoeste", disse.

 

"Depois do terremoto, os mapas ficaram desatualizados, nossas referências mudaram, o solo submarino, por exemplo, subiu uma média de dois metros, então agora não podemos garantir que uma embarcação tenha a profundidade necessária para atracar em um porto", acrescentou Vidal.

 

Com os fundos solicitados ao governo, o Instituto Geográfico Militar quer impulsionar o chamado Plano Fénix, que contará com a colaboração de especialistas de todo o mundo e que consiste na construção de novas estações de GPS para atualizar os mapas.

 

O mesmo instituto advertiu em um estudo divulgado recentemente que a zona afetada pelo terremoto de magnitude 8,8 na escala Richter de 27 de fevereiro continua se movimentando e que em alguns pontos, como na cidade de Concepción, o deslocamento poderia chegar a 12 metros até o final do ano.

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