Invasores do Iguaçu dizem estar armados e continuam a refazer rodovia e balsas ilegais

Policiais florestais encontraram, hoje, 15 coquetéis molotov preparados pelos invasores do Parque Nacional do Iguaçu para resistir à reintegração de posse, já ordenada pela Justiça na tarde de sábado. O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tem recebido telefonemas, avisando que os manifestantes estão armados e vão resistir à retirada, que desde ontem é comandada pela Polícia Federal, com apoio da Polícia Rodoviária Federal e do próprio Ibama.?Não temos como comprovar se de fato há armamentos, mas, ao sobrevoar a área de helicóptero, esta tarde, constatamos uma diminuição no número de pessoas acampadas no local da invasão, em Serranópolis do Iguaçu, de 300 para aproximadamente 80, enquanto de 150 a 200 pessoas estão do outro lado, em Capanema, reconstruindo as balsas para travessia do rio?, conta Cecília Ferraz, diretora de Ecossistemas do Ibama-Brasília. Segundo ela, as balsas vieram em partes, em cima de caminhões, e começaram a ser montadas na noite de sábado para domingo, faltando apenas os rebocadores para operar. ?O leito da estrada foi reaberto, com todo o replantio destruído, e até as manilhas nos pontos onde há córregos já estão refeitas, de forma que a estrada ficará em condições de tráfego muito em breve?, conta. ?O posto de fiscalização foi completamente depredado, com rádios, equipamentos e móveis quebrados e hoje uma guarita também foi derrubada?.Cecília admite que foi surpreendida, uma vez que vinha trabalhando uma agenda positiva com a população do entorno do parque, nos últimos meses. ?Estávamos encaminhando discussões e processos de educação ambiental, certificação de produtos orgânicos e adoção de medidas de promoção do ecoturismo, para tornar o parque um vetor do desenvolvimento sustentável da região e não esperávamos uma invasão?, diz o diretora do Ibama. ?Esta atitude nos pegou de surpresa e vai complicar o processo em curso?.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.