IPEN inicia produção comercial de 4 radioisótopos de aplicação médica

O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) inaugurou, hoje, em São Paulo, um novo laboratório de produção de radioisótopos de aplicação médica. O laboratório é ligado à divisão de radiofármacos e produzirá Tecnécio-99, Tálio-201, Iodo-131 e Gálio-67, usados no diagnóstico e terapia de várias doenças, incluindo diversos tipos de câncer. Parte dos processos de fabricação, que entrarão agora em escala comercial, foram desenvolvidos no próprio Ipen, e devem gerar uma economia de divisas de US$1,170 milhão por ano, apenas na substituição do material importado. Os radioisótopos produzidos na nova unidade atenderão a 300 hospitais e clínicas, servindo a mais de 2 milhões de procedimentos anuais. O Tecnécio-99 é usado para localização de lesões cerebrais, em estudos de tireóides e cintilografia gástrica. Somente na China existe uma unidade de produção comercial semelhante à do Ipen, mas com um processo de maior impacto. A tecnologia nacional gera menos resíduo. O Tálio-201 ajuda a detectar doenças cardíacas, em especial as relacionadas à coronária. Já o Gálio-67 serve para a localização de tumores em tecidos moles e lesões inflamatórias. E o Iodo-131 é utilizado em estudos e tratamento das funções da glândula tireóide.?Com o novo laboratório, o Ipen se destaca não só pela produção científica e tecnológica, no campo da pesquisa nuclear voltada para a saúde humana, mas também na parceria com o setor empresarial brasileiro, ao viabilizar o uso de tecnologia nacional?, comentou João Carlos Meirelles, secretário de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo. A secretaria mantém uma parceria com o Ipen, Universidade de São Paulo (USP), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e o Sebrae no CIETEC, um centro incubador de empresas de base tecnológica, onde atualmente se encontram abrigadas 98 microempresas.

Agencia Estado,

25 de agosto de 2003 | 18h52

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