Irmão de Bento XVI diz que médico orientou papa a se afastar do trabalho

Georg Ratzinger afirma que o pontífice está com mais dificuldades para andar e renúncia é 'processo natural'

Filipe Domingues, especial para a AE,

11 Fevereiro 2013 | 11h56

VATICANO - O irmão do Papa Bento XVI, Georg Ratzinger, afirmou que o pontífice foi aconselhado por seu médico a se afastar do trabalho por alguns meses por motivos de saúde e não realizar mais viagens transatlânticas.

Em entrevista à agência de notícias alemã DPA, Ratzinger afirmou que seu irmão está com dificuldades cada vez maiores para andar e que sua renúncia faz parte de um "processo natural". "A idade está pesando", afirmou o irmão mais velho, de 89 anos. "Meu irmão quer descansar."

Há pouco, o porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, comentou que Bento XVI tomou a decisão de renunciar nos últimos meses e que seu vigor diminuiu nesse período. Lombardi acrescentou que a decisão foi "amadurecida" ao longo do tempo.

Respondendo à pergunta sobre se o papa conversou com alguém antes de renunciar, Lombardi disse: "É evidente que é uma decisão absolutamente pessoal, com consciência e grande responsabilidade com relação a Deus e a Igreja, que merece máximo respeito e admiração". "Se conversou com alguém na sua autonomia e liberdade, não é objeto de comunicação", comentou.

Com a renúncia, Bento XVI não deve vir ao Brasil em julho deste ano, como estava previsto. As autoridades responsáveis pela organização da Jornada Mundial da Juventude, maior encontro internacional de jovens com o papa, que será realizada no Rio de Janeiro, ainda não sabem o que deve acontecer.

 

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