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Israel confirma negociações com Vaticano por 'locais sacros'

Segundo imprensa, presidente estaria pressionando por concessão de alguns locais durante a vista do papa

Ansa,

04 de maio de 2009 | 16h26

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, disse à Ansa que as negociações com o Vaticano sobre a regulamentação das propriedades da Igreja Católica no Estado estão "em curso" e registraram alguns progressos nos últimos tempos. Explicando que no momento seis lugares santos estão em discussão, o porta-voz, no entanto, ressaltou que não se pode dizer se um acordo definitivo está próximo.

 

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Atualmente circula um boato em Israel de que o presidente Shimon Peres estaria pressionando o governo para a concessão de alguns locais, em vista da viagem que o Pontífice fará a Terra Santa, que será iniciada na próxima sexta-feira.

 

Segundo Palmor, as negociações não tratam do controle dos lugares em questão (que já são de propriedade da Igreja Católica) e nem "um hipotético status de extraterritoriedade, que jamais poderá ser colocada em análise", mas dos pedidos da Santa Sé de garantia contra todas as hipóteses de expropriação e de um possível regime de isenção fiscal, sobre os quais "a negociação está em curso".

 

Fontes diplomáticas disseram que as primeiras negociações envolviam "centenas de lugares santos", mas agora "se concentram em seis" (o monte Tabor, o monte das Bem-Aventuranças, Cafarnaum, a Igreja da Multiplicação dos Pães e Peixes, a da Anunciação, em Nazaré, e do Getsêmani, em Jerusalém).

 

Israel, por sua vez, afirma que não negocia o Cenáculo, estrutura de dois andares dentro de um grande complexo de edifícios no alto do Monte Sion, em Jerusalém, que é sagrado ao povo judeu, e conhecido como "o túmulo do rei David".

 

As mesmas fontes afirmam que há complicações para o estabelecimento de um acordo, mesmo que sejam apenas para seis lugares, já que há divergências entre as lideranças israelenses. A Chancelaria de Israel defende uma posição conciliatória, assim como Peres, no entanto, o Ministério do Interior (responsável pelas questões de desapropriação) é contra tal postura.

 

O Vaticano reclama também do fato de a Igreja Católica ainda não possuir personalidade jurídica e pede a isenção de impostos, já que a lei israelense exime os locais de culto, como as sinagogas, do pagamento de tributos.

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