ISS poderá receber tripulação duas ou três vezes maior

Rússia diz já poder 'garantir condições de vida e trabalho para entre 6 e 10 pessoas na ISS'

Efe e BBC

01 de setembro de 2008 | 18h38

A Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês) está preparada para acolher uma tripulação duas ou três vezes maior que a atual, afirmou nesta segunda-feira, 1, o chefe do programa de vôo do segmento russo da plataforma orbital, Vladimir Soloviov.  "Já podemos garantir condições de vida e trabalho para entre 6 e 10 pessoas na ISS", disse Soloviov, que lembrou que atualmente a tripulação é integrada por três cosmonautas, segundo a agência Interfax. Soloviov disse que os sistemas da plataforma orbital são capazes de garantir a composição adequada de gás, ou seja, eliminar a tempo o dióxido de carbono e abastecer com oxigênio uma tripulação maior. Além disso, lembrou que a partir de outubro, a ISS contará com um segundo banheiro, construído pelo consórcio espacial russo Energuia, e que será transportado ao espaço pela nave americana Endeavour. Em maio, a tripulação da ISS conseguiu consertar o vaso sanitário da plataforma orbital, que não pôde ser utilizado durante uma semana. No período, os tripulantes utilizaram o vaso reserva, que se encontrava na nave russa Soyuz TMA-12. Para 2009, está prevista a ampliação da tripulação de seus três membros para seis, razão pela qual este segundo vaso sanitário será enviado. Por outro lado, não está previsto que a próxima expedição vá ao espaço para consertar a Soyuz TMA-12. No entanto, Soloviov ressaltou que, caso necessário, será realizada uma caminhada, da mesma forma que a atual tripulação fez após detectar falhas na nave. A expedição número 18, integrada pelo cosmonauta russo Yuri Lonchakov e pelo americano Michael Fink, partirá para o espaço do cosmódoromo de Baikonur, no Cazaquistão, no dia 12 de outubro, acompanhada pelo astronauta americano Richard Garriott, membro da tripulação número 15. A expedição, que permanecerá seis meses na plataforma orbital, realizará uma caminhada para instalar um novo equipamento científico na superfície da ISS. Vida longa à ISS A Nasa estuda a possibilidade de prolongar o programa de ônibus espaciais para além de 2010, data programada para o fim do projeto, segundo a mídia americana. A agência irá avaliar o que seria necessário para adiar a retirada dos ônibus espaciais até que a projeto elaborado para substituí-los, o Ares-Orion - comece a operar em 2015. A avaliação teria sido pedida pelo chefe da Nasa, Michael Griffin, segundo um email obtido pelo jornal Orlando Sentinel, da Flórida, com o objetivo de responder a questões que a agência espera receber do Congresso e do próximo presidente americano.  No documento, John Coggeshall, gerente no Centro Espacial Johnson, em Houston, diz que "o programa de ônibus espaciais, juntamente com o (Constelação) e a (estação espacial) receberam um pedido para avaliar a possibilidade de estender os vôos dos ônibus espaciais até 2015". Nos cinco anos de intervalo entre o fim do programa de ônibus espaciais e os primeiros vôos da Orion, a Nasa irá depender no sistema russo Soyuz para transportar astronautas para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Mas há os que agora questionem a viabilidade desse plano devido à tensão diplomática causada entre os Estados Unidos e a Rússia por conta do conflito com a Geórgia. Na semana passada, o candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, e outros senadores enviaram uma carta ao presidente Bush pedindo para que ele "dê instruções para que a Nasa não tome nenhuma medida por pelo menos um ano que possa impedir o uso do ônibus espacial depois de 2010." A carta dizia que a atitude da Rússia durante o conflito com a Geórgia "levanta questões sobre se a Rússia pode ser mesmo um parceiro confiável para Estação Espacial Internacional." O candidato democrata, Barack Obama, também falou sobre a possibilidade de vôos adicionais do ônibus espacial para reduzir o intervalo de cinco anos. Atualmente, a Nasa tem um acordo com a Rússia para usar a Soyuz até 2011. Depois disso, a agência teria de buscar aprovação do Congresso para uma extensão. A Nasa disse no passado que iria custar entre US$ 2,5 bi e US$ 4 bi por ano para manter o programa de ônibus espaciais além de 2010.

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