Itália critica custos de plano da UE contra mudança climática

Devido à crise financeira muitos países manifestaram suas ressalvas sobre o plano contra o aquecimento global

Efe

21 de outubro de 2008 | 18h36

O premier italiano, Silvio Berlusconi, exigiu nesta terça-feira, 21, que os custos das medidas contra a mudança climática, que a União Européia (UE) quer aprovar em dezembro, sejam repartidos igualmente entre todos os países do bloco.  Veja também:Brown garante que crise não afeta esforços ambientaisUE corre para resolver diferenças sobre plano climáticoCaptura de CO2 pode ajudar a tornar aquecimento suportável "O método proposto pela UE sobre o clima não é razoável", disse Berlusconi durante discurso em um fórum econômico. O premier propôs "aplicar gradualmente estas medidas e que o preço seja pago por todos os cidadãos europeus igualmente e não que sobre a Itália recaiam 20%, cerca de US$ 18 bilhões". Devido à crise financeira, países como Itália e Alemanha manifestaram suas ressalvas, junto a muitos países do leste europeu, sobre o plano para lutar contra o aquecimento global, ao assegurar que terá um forte impacto sobre as economias nacionais. "A Europa quer indicar a todo o mundo o caminho sobre como diminuir as emissões de carbono, apesar da oposição já expressada por Rússia, Índia, China, África, Brasil e Estados Unidos", frisou. Para ele, se a Europa quer assumir posição de vanguarda nesse projeto, "terá que fazer isso de um modo equilibrado e justo, pois não é possível que a Itália, que é o país mais manufatureiro da Europa junto com a Alemanha, tenha que carregar esse custo". A porta-voz da UE para assuntos de meio ambiente, Barbara Helfferich, considerou "exagerados" os números apresentados pela Itália para pôr em dúvida a viabilidade econômica das medidas contra a mudança climática. Segundo ela, por essa razão, na próxima semana haverá uma série de reuniões técnicas bilaterais para esclarecer os custos.

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