Italiano vende veneno de cobras na Bolívia

Criação de cobras foi iniciada há 20 anos e fica em floresta perto de Santa Cruz

Da BBC Brasil, BBC

26 de setembro de 2008 | 14h39

Há 20 anos, o italiano Antonio Bonaso começou uma criação de cobras com o conterrâneo Pablo Betella em um pedaço de floresta próximo a Santa Cruz, na Bolívia.       Veja também:  Vídeo da BBC  Hoje, ele cria cerca de cem cobras de três espécies diferentes. A empresa fundada por Bonaso e Betella, a Sicae, vende o veneno dos animais. O dono do negócio conta que mantém as cobras em um sistema de semi-cativeiro, de forma a preservar o habitat o mais próximo do natural. Com isso, não é necessário controlar fatores como a umidade nem tampouco preocupar-se com a alimentação. Ratos Os ratos que são lançados para as cobras são criados na própria reserva. A Sicae diz que estudos indicam que cobras muito manipuladas tendem a ter o veneno menos potente. Por isso, os animais da criação sofrem apenas de três a quatro extrações de veneno ao ano. A peçonha mais popular é a extraída da víbora lachesis muta - usada para a fabricação de remédios homeopáticos na Argentina. De acordo com Betella, o veneno estimula o sistema imunológico. Os funcionários da Sicae afirmam não ter medo das cobras, mas - para evitar contratempos - todos usam grossas botas de borracha e equipamentos especiais para extrair o veneno em segurança.         BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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