Nasa/ESA
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James Webb: Nasa divulga imagem de galáxia ‘Roda de Carro’ feita pelo telescópio

Novas imagens revelam detalhes sobre o buraco negro no centro da galáxia, que fica a 500 milhões de anos-luz da Terra

Raisa Toledo, Especial para o Estadão

02 de agosto de 2022 | 14h59

O formato peculiar da “Galáxia Roda de Carro” chama a atenção e, agora, os cientistas têm mais informações sobre o agrupamento estelar. As novas imagens divulgadas nesta terça-feira, 2, pela Nasa, agência aeroespacial dos Estados Unidos, mostram as mudanças ocorridas na galáxia ao longo de bilhões de anos e indicam como ela será no futuro. Trata-se de mais um registro inédito do telescópio espacial James Webb.

As imagens apontam que a “Galáxia Roda de Carro” está em um processo de transição. Antes uma galáxia espiral como a Via Láctea, ela surgiu a partir da colisão em alta velocidade com outra menor, que transformou suas formas e estruturas. Agora, ela ostenta dois anéis que se expandem para fora do centro de colisão e um buraco negro, e deve continuar se modificando.

A cerca de 500 milhões de anos-luz da Terra, a “Roda de Carro” fica localizada na constelação Escultor e recebe dos astrônomos a definição de galáxia em anel, que é menos comum que as espirais. Em seu núcleo, há uma grande quantidade de poeira quente e, nas áreas mais brilhantes da imagem, estão aglomerados de estrelas jovens. No anel externo, novas estrelas se formam com a sua expansão.

Até o momento, a grande quantidade de poeira dificultava a percepção de detalhes da galáxia. Por isso, registros como os feitos pelo telescópio Hubble não conseguiam análises mais aprofundadas. O diferencial do telescópio espacial James Webb, lançado ao espaço no fim do ano passado e que integra um programa internacional liderado pela Nasa em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Canadense, é sua capacidade de detectar luz infravermelha. Com o equipamento chamado de Near-Infrared Camera (NIRCam), é possível ver mais estrelas, que não ficam tão escondidas pela poeira espacial.

Para especialistas, a divulgação das imagens captadas pelo James Webb inaugura uma nova era da Astronomia e mostra o potencial do observatório em ajudar a responder a alguns mistérios da Física e da Biologia, além de incentivar outras missões de grande porte.

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