Japão anuncia planos ambiciosos na corrida espacial

A agência espacial japonesa, a Jaxa, anunciou nesta quarta-feira um ambicioso plano que deve incluir missões tripuladas para a Lua, por volta de 2025, e a construção de veículos de exploração de outros planetas, como Marte.Os japoneses divulgaram prospectos do que seria a construção de bases na Lua, usando robôs, para explorar minérios no subsolo e, possivelmente, produzir combustível de hidrogênio a partir de traços de água nos pólos lunares.Na Terra, a Jaxa planeja desenvolver aeronaves para passageiros que atinjam velocidades pelo menos duas vezes superior à do som, o que poderia permitir uma viagem de cinco horas entre Tóquio e Los Angeles.A ofensiva do Japão indica sua disposição de recuperar a desvantagem em relação à China, que colocou seu primeiro astronauta em órbita em outubro de 2003 e já planeja uma missão à Lua. Os japoneses também parecem contar com Europa e EUA em parcerias para futuras missões.O governo norte-americano, aliás, já incumbiu a Nasa de projetar bases lunares para astronautas, como primeiro passo para futuras missões tripuladas para Marte.Sucesso e atrasoO anúncio destes planos ocorre dois meses depois que a agência conseguiu lançar um foguete próprio, o H-2A, com um satélite de comunicações. Antes disso, a Jaxa amargava o fracasso de um lançamento em novembro de 2003, quando teve de explodir em pleno vôo um foguete que levava dois satélites espiões.A agência foi posta em xeque e todo o programa espacial japonês acabou congelado. Com o sucesso do último lançamento, a Jaxa fala em reforços orçamentários para seu programa.Um pedido já foi enviado ao governo, ponderando que não seria necessário um aumento tão grande. Bastaria elevar de US$ 2 bilhões para US$ 2,6 bilhões no orçamento anual. A Nasa tem US$ 16,2 bilhões por ano.A Jaxa tem planejada uma missão não-tripulada à Lua, com a sonda Selene, mas seu lançamento dificilmente ocorrerá em 2005, como previsto. A sonda deve entrar na órbita lunar, liberando dois satélites pequenos que vão medir os campos magnético e gravitacional, além de procurar pistas sobre a origem da Lua.

Agencia Estado,

06 de abril de 2005 | 14h11

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