Japão reafirma que aumentará caça ´científica´ de baleias

Apesar da decisão da Comissão Baleeira Internacional (CBI) contra o novo programa japonês de "capturas com fins científicos", o Japão reafirmou sua intenção de ampliar as capturas de 400 para 850 exemplares por ano.Joji Morishita, representante japonês da CBI, considerou a derrota na votação como a "vitória moral" do país e afirmou que o importante é que agora todos os países-membros da comissão conhecem a postura do Japão.O governo japonês quer, através do programa de pesquisa científica apresentado na segunda-feira, dobrar nos próximos seis anos a cota anual de captura de baleias minke e também quer a caça de 50 baleias de outras duas espécies."Objetivos científicos"A condição não vinculativa permite ao Japão continuar com a captura de baleias com "objetivos científicos", que são questionados pelos críticos porque a carne desses animais é comercializada no arquipélago.O Japão e os países que o apóiam, como Islândia, Noruega e alguns do Caribe, pediram à CBI que reconheça as "contribuições científicas" do programa japonês.VotaçõesNo terceiro dia da assembléia, que acabará na sexta-feira, a resolução contra o plano do Japão teve o apoio de 30 países, a rejeição de 27 e uma abstenção. O ministro do Meio ambiente da Austrália, Ian Campbell, comemorou o resultado e pediu ao Japão que respeite a decisão da CBI e desista do programa.Pouco depois, a Assembléia da Comissão Baleeira não aceitou o pedido do Japão de abolir um santuário no mar, por 30 votos contra, 25 a favor e duas abstenções.Até hoje, a assembléia da CBI rejeitou o pedido do Japão para se adotar uma votação secreta para que os países pequenos sintam menos pressão de países que se opõem à caça de baleias, como Austrália.Santuários e moratóriaA CBI também se negou a cumprir a proposta do Japão de que se omitam na agenda do organismo assuntos como os santuários de baleias e as observações desses mamíferos.A comissão também não aceitou um programa de administração de reservas de baleias para acabar com os 19 anos de moratória da caça comercial desses animais.Além da Noruega, o único país no mundo que pratica caça comercial de baleias, e Islândia, que realiza caça com fins "científicos", a CBI só aceita a pesca desses animais por parte de grupos aborígines.

Agencia Estado,

22 de junho de 2005 | 11h03

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.