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Jesuítas dos EUA vão pagar US$ 50 mi por abusos no Alasca

Companhia de Jesus pagará US$ 50 nilhões por abusos sexuais cometidos por padres transferidos para o Alasca

MICHAEL CONLON, REUTERS

19 de novembro de 2007 | 17h20

A indenização a ser paga pelos jesuítas por abusos sexuais ocorridos no Alasca é a maior já oferecida por uma ordem católica, em um dos poucos acordos bem-sucedidos nesse tipo de caso, disseram advogados das vítimas na segunda-feira, 19. "Parece que o Alasca era um depósito de predadores", disse Barbara Blaine, presidente da entidade Rede de Sobreviventes de Abusos por Padres, de Chicago, comentando o acordo, divulgado no domingo, pelo qual a Província do Oregon da Companhia de Jesus aceita pagar US$ 50 milhões em indenizações. Advogados disseram que o valor se destina a 110 vítimas de aldeias indígenas do Alasca onde padres e missionários cumpriam tarefas da comunidade jesuíta do Oregon. "Nenhuma quantia jamais devolverá uma infância, uma alma ou uma comunidade", disse Ken Roosa, advogado de uma das vítimas. "Em algumas aldeias, é difícil encontrar um adulto que não tenha sido sexualmente violado por homens que usaram a religião e o poder para estuprar, envergonhar e então silenciar centenas de crianças nativas no Alasca. Apesar disso tudo, nenhum líder religioso católico jamais admitiu que padres-problema eram jogados no Alasca", acrescentou. A província jesuíta do Oregon não se manifestou diretamente, mas seu superior, John Whitney, afirmou ao Los Angeles Times que o grupo estava "frustrado" pela divulgação "prematura e nociva à província" dos detalhes do acordo, por parte dos advogados. O acordo não implica nenhuma admissão de culpa por parte dos jesuítas, e não diz respeito à Diocese de Fairbanks, que segundo os advogados também foi responsável pelos abusos. O maior acordo com a Igreja Católica nos EUA foi em julho passado, com a Arquidiocese de Los Angeles US$ 660 milhões para indenizar 508 vítimas em casos de abusos que remontavam à década de 1940.

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