Jorge Viana apresenta novo modelo de produção sustentável para a Amazônia

A nova política de conservação do Acre, que visa conter desmatamentos, sobretudo aqueles associados às rodovias amazônicas, foi apresentada hoje (10/9), pelo governador Jorge Viana, em Durban, na África do Sul, no V Congresso Mundial de Parques. Com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e de acordo com o Programa Acre Sustentável, desenvolvido em parceria com a entidade ambientalista WWF-Brasil, Viana está criando um mosaico de unidades de conservação, que coloca em prática o Zoneamento Ecológico Econômico do Acre. A localização das unidades de conservação, ao longo das principais rodovias, visa orientar a ocupação humana para as áreas designadas como aptas. Ao mesmo tempo, a exploração de mogno ? em especial ? e de outros produtos florestais, é controlada através da concessão de áreas públicas - as florestas estaduais de produção - estabelecidas com esta finalidade. Cerca de um milhão de hectares de florestas estaduais já foram criadas e algumas ? como a de Antimary ? já estão produzindo.No último dia 5 de setembro, Dia da Amazônia, o governador assinou os decretos de criação de mais 4 unidades de conservação, inseridas nesta política: o Parque Estadual do Chandless, com 695 mil hectares, e três florestas estaduais de produção, totalizando 482 mil hectares.?As novas florestas estaduais de produção permitem que o capital privado tenha acesso, de forma sustentável, aos produtos da floresta, ao mesmo tempo em que garantem à sociedade acreana o acesso aos benefícios dessas áreas através da arrecadação com as concessões florestais?, diz Luís Meneses, coordenador do Programa Amazônia do WWF Brasil. As florestas estaduais de mogno, segundo diz, reproduzirão o sistema de manejo sustentável desenvolvido experimentalmente numa área de mil hectares da empresa Acre Brasil Verde/AFG Neto, num projeto realizado em parceria pelo governo, WWF e o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Já o Parque Estadual do Chandless ?é um dos últimos refúgios da vida silvestre no Acre e uma região prioritária para conservação da natureza?, conforme destaca Luís Meneses, em nota à imprensa. Abrigando as florestas de bambu da ecorregião do Sul do Amazonas, a área foi identificada como prioritária para a criação de unidade de conservação, no Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e soma-se a outras unidades de conservação e terras indígenas para formar um corredor ecológico entre o Brasil e o Peru.Jorge Viana quer economia florestal para o Acre

Agencia Estado,

10 de setembro de 2003 | 12h04

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