Judeus celebram seu ano-novo, no Brasil e no mundo

Durante os dois dias o Rosh Hashaná, judeus comemoram a entrada no ano 5769 de seu calendário

Efe

30 de setembro de 2008 | 16h58

Os judeus de todo o mundo recebem a partir da tarde de segunda-feira, 29, e durante os dois dias o Rosh Hashaná, o começo do ano novo 5769, segundo o calendário hebreu, comendo maças ao mel, orando com o som de fundo do shofar, um dos instrumentos musicais mais antigos da humanidade.  Essa festa comemora o que a tradição judaica considera ser o aniversário da criação do mundo e é celebrado por judeus laicos, tradicionalistas e ortodoxos tanto em Israel como nas comunidades da diáspora. Envolve o início de um período de expiação que culminará com o Yom Kipur, o Dia do Perdão. A diáspora desse povo conta, atualmente, com quase oito milhões de pessoas, um número que supera os mais de cinco milhões de judeus que vivem em Israel.  Em todas as comunidades é costume escutar durante essas festas a felicitação de shaná tová (feliz ano novo), assim como a compra de presentes.  Em São Paulo, Higienópolis, Bom Retiro e Jardins estavam, na segunda-feira, em clima de festa judaica. Na vitrine de algumas lojas, lia-se shaná tová. Dos 65 mil judeus que escolheram o Estado de São Paulo para morar, 60 mil estão na capital, formando assim a maior colônia no País. Mesmo os judeus não ortodoxos tiram esses dias para ficar com a família. "É um período feito para repensar a vida, fazer um balanço do que já passou", diz Samuel Seibel, de 54 anos, dono da Livraria da Vila, um judeu nada ortodoxo. "Ninguém estoura champanhe. É um período introspectivo." Pratos de difícil e demorada execução, compõe a tradicional ceia, conhecida por ser rica e cheia de elementos simbólicos. (Com Valéria França, de O Estado de S. Paulo)

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