Juiz espanhol manda tirar crucifixos de escola pública

Decisão causa polêmica e atrai oposição de governo regional, dominado por conservadores

EFE,

24 de novembro de 2008 | 15h39

Um juiz de Valladolid, região central da Espanha, determinou que uma escola pública retire os crucifixos das salas de aulas e espaços comunitários, em resposta a uma ação proposta por um grupo de pais em 2005.   O juiz disse que a manutenção dos símbolos religiosos  no centro educacional fere "direitos fundamentais" consagrados nos artigos 14 e 16 da Constituição espanhola, sobre igualdade e liberdade de consciência.   O governo local, controlado pelo conservador Partido Popular (PP), disse que em princípio acata a decisão, e que a questão estava nas mãos do conselho escolar. A despeito disso, o governo está estudando se cabe um recurso à determinação.   O prefeito da cidade, Francisco Javier León de la Riva, disse que não se sente "constrangido" pelos crucifixos, e que o crucifixo do plenário da Câmara local "continuará onde está".   Por sua vez, o Partido Socialista, na oposição na região, exigiu que os efeitos da sentença sejam levados a todos os locais públicos.    A questão está dividindo a sociedade espanhola, com as associações de pais de alunos mais conservadoras considerando a decisão "uma  política de ataque laicista raivoso contra os símbolos religiosos". O arcebispo de Toledo, Antonio Cañizares, classificou a sentença como um caso de" cristofobia".

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