Juiz nos EUA ouve argumentos para uso de 'leitor de mentes' em julgamento

Decisão pode criar precedente importante para a Justiça Federal dos EUA

estadao.com.br

14 Maio 2010 | 19h09

Uma corte federal do Tennessee ouviu argumentos, nos últimos dois dias, sobre se uma tecnologia de detecção de mentiras baseada em ressonância magnética funcional do cérebro deveria ser admitida num caso envolvendo um psicólogo acusado de fraudar o sistema público de saúde Medicare.

 

O juiz Tu Pham presidiu as audiências e pode emitir uma decisão até 1º de junho, informa o Science Insider, serviço de notícias online da revista Science.

 

Segundo o Insider, a audiência é o teste mais formal já realizado sobre a admissibilidade desse tipo de evidência, e poderá fixar um importante precedente.

 

Ressonâncias cerebrais já haviam sido usadas na fase de emissão de sentença, para determinar se o réu teria competência mental reduzida, mas no caso do Tennessee a tecnologia está sendo invocada para determinar culpa ou inocência.

 

Recentemente, em Nova York, um juiz se recusou a aceitar o detector de mentiras cerebral, decidindo que é o júri quem deve definir a credibilidade das testemunhas.

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