Juíza do Havaí encerra processo contra ativação do LHC

Ela concluiu que a corte não tinha jurisdição sobre o LHC, que fica na fronteira entre a França e a Suíça

Dennis Overbye, The New York Times,

30 de setembro de 2008 | 15h16

Uma juíza federal de Honolulu encerrou um processo que tentava parar a ação do acelerador de partículas gigante do Cern, o LHC, levantando a questão da possibilidade de a máquina causar o fim do mundo.  Veja também: Brasileiro explica o experimento na Suíça  Entenda o LHCAssista ao vivo o que acontece no laboratório  Experiência do LHC depende de rede mundial de computadores Estudo reafirma que acelerador de partículas LHC é seguro Cientistas criam rap para explicar o Grande Colisor de Hádrons LHC não vai destruir a Terra, conclui relatório de segurança Cientistas querem proibir simulação do 'Big Bang'  Site do Cern Site do LHC Grid Animação que explica como o LHC Grid funciona Vídeo do Cern explica o LHC em três minutos (em inglês)   Galeria com imagens do LHC     A juíza, Helen Gillmor, disse em seu parecer na sexta-feira, 26, que a corte não tinha jurisdição sobre o LHC, que fica na fronteira entre a França e a Suíça.  Quando estiver operando a pleno vapor, o colisor - que começou a circular prótons no início do mês, antes de uma série de problemas forçarem o laboratório a fechá-lo para manutenção durante o inverno - vai acelerar prótons a energias de sete trilhões de elétron-volts para depois colocá-los em rota de colisão em busca de partículas e forças não vistas desde os momentos iniciais do Big Bang.  Na última primavera, Walter Wagner, um funcionário responsável por segurança radioativa aposentado, que vive no Havaí, e Luis Sancho, escritor e professor de ciência em Barcelona, abriram o processo, alegando que o acelerador de partículas poderia produzir um buraco negro que engoliria a Terra. Previsões desse tipo de problema foram descartadas por todos os relatórios de segurança. Neste verão, por exemplo, um relatório de um painel físicos apontados pelo Cern concluiu que o colisor não produziria nada que bilhões de anos de alta energia cósmica não tenham produzido.  Wagner e Sancho processaram o Cern, o Departamento de Energia dos Estados Unidos, a Fundação Nacional de Ciência e o Fermi National Accelerator Laboratory na Corte federal do Hawaii. O Departamento de Energia e a fundação contribuíram com US$ 531 milhões dos US$ 8 bilhões investidos no LHC. A juíza decidiu que a fração paga pelos Estados Unidos pelo colisor era muito pequena para constituir "uma ação federal de grande importância", como definida pela National Environmental Policy Act, e que então a corte não tinha jurisdição sob o aspecto ambiental.  Em uma mensagem por e-mail, Sancho disse, "o processo foi um grande sucesso, por colocar o colisor em discussão na agenda intelectual." Sancho também disse que o mais recente e severo relatório de segurança não teria sido realizado em sua pressão. "O estudo não foi perfeito, mas pelo menos os fatores de segurança em que o Cern está se apoiando não são tão ruins."

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