AFP PHOTO / NASA/JPL-CALTECH/SWRI/MSSS
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Júpiter tem ciclones de até 1,4 mil km de diâmetro e campo magnético intenso

Dados foram obtidos na primeira aproximação da nave Juno junto ao maior planeta do Sistema Solar; força magnética é dez vezes mais intensa do que a da Terra

O Estado de S.Paulo

25 Maio 2017 | 19h03

CABO CANAVERAL E MIAMI -  A atmosfera de Júpiter, o maior planeta do sistema solar, conta com ciclones classificados como “colossais”, além de uma grande quantidade de amônia e campos magnéticos surpreendentemente intensos. As informações foram obtidas no primeiro mergulho que a nave Juno realizou e foram reveladas nesta quinta-feira, 25, por cientistas que coordenam a missão espacial. As descobertas mudaram a concepção que se tinha sobre o planeta, sobre o qual se pensava ser eminentemente uma mistura uniforme de gases.

Juno encontrou ciclones com 1,4 mil quilômetros de diâmetro e com intensa movimentação nos polos norte e sul de Júpiter, de acordo com dados divulgados na revista científica Science. Com dúzias de ciclones de milhares de quilômetros, combinado com sistemas climáticos não identificáveis, os polos em nada se parece com a área equatorial do planeta, reconhecida imediatamente pela suas listras e pela Grande Mancha Vermelha.

“Esse é Júpiter que conhecíamos. E, quando olhamos do polo, é totalmente diferente. Não acredito que alguém teria pensado que Júpiter seria assim”, disse Scott Bolton, cientista chefe da missão. Ele classifica as descobertas como importantes. Os ciclones giram de forma anti-horária no hemisfério norte, como na Terra, e estão concentrado próximos aos polos.  O padrão caótico das tempestades também foi considerado surpreendente. 

Lançada em 2011 e orbitando em torno do planeta desde julho do ano passado, Juno está fornecendo observações próximas das características de Júpiter. Além dos ciclones, a nave detectou uma abundância de amônia na atmosfera profunda do planeta e um campo magnético cerca de dez vezes maior que o da Terra. 

“Os resultados da aproximação inicial da Juno está mudando a nossa compreensão sobre esse gigante de gás”, escreveram os pesquisadores nos artigos à Science. Os polos de Júpiter parece bastante diferentes dos vizinhos, em nada parecido, por exemplo, com o sistema de nuvens de formato hexagonal do polo norte de Saturno.  

A próxima aproximação da Juno está marcada para ocorrer em 11 de julho, quando a nave passará sobre a Grande Mancha Vermelha, uma grande tempestade ao sul da linha equatorial e que existe há séculos. Cientistas esperar entender como a tempestade se mantém e que tipo de material há sob as nuvens volumosas. /AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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