Justiça da Malásia impede mulher de abandonar o islã

Corte disse que requerente não foi reconhecida porque seu nome chinês passou a não existir após conversão

AP

06 de agosto de 2008 | 15h40

Uma corte na Malásia rejeito nesta quarta-feira, 6, o pedido de uma mulher muçulmana para se converter de volta ao cristianismo, o mais recente caso a testar os limites da liberdade religiosa do país. O tribunal descartou o pedido de Noorashikin Lim Abdullah para renunciar ao islã usando artifícios técnicos - ela usou seu sobrenome original chinês no processo -, disse seu advogado, Edmond Bon. A corte disse que a requerente não foi legalmente reconhecida porque seu nome chinês, Lim Yoke Khoon, passou a não existir mais, depois de sua conversão para o islã em 1994, disse Bon.  O juiz chinês do painel de três representantes discordou, afirmou o advogado. "A corte rejeitou o pedido devido a termos técnicos, não por mérito. Nós acreditamos que eles têm medo de ouvir o caso" porque é um tema sensível, disse. Lim, de 35 anos, pretende apelar à corte civil, acrescentou.  O número cada vez maior de disputas por conversão religiosa criam ansiedade nas minorias - budistas, católicos e hindus - porque os tribunais quase sempre decidem contra aqueles que querem deixar o islã, religião oficial da Malásia.  Lim casou-se com um homem muçulmano em 1994, convertendo-se ao islã e tirando uma nova carteira de identidade com seu nome muçulmano. No entanto, ela se divorciou depois de três anos e quer se converter de volta ao cristianismo, afirmou Bon.

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