KfW libera recursos para corredor da Mata Atlântica

Na formação de corredores ecológicos localizados na floresta amazônica ou mesmo na transição da Amazônia para o cerrado - como o recém criado Corredor Ecológico Araguaia ? Bananal - o maior desafio é manter preservados os ecossistemas, evitando a perda de habitats e biodiversidade. Mas, na região de domínio da Mata Atlântica, os corredores ecológicos precisam ser reconstruídos, tal o nível de fragmentação dos remanescentes de floresta.É o caso do Corredor Central da Mata Atlântica, cuja fase de formatação e fortalecimento institucional está em andamento e conta com investimentos do Rainforest Trust, da ordem de US$ 6 milhões. A implantação do corredor contará com investimentos do banco alemão KfW, de cerca de US$10 milhões, a partir de 2003. Os recursos da primeira fase vem sendo investidos em capacitação de recursos humanos, elaboração de planos de gestão e unificação da fiscalização ambiental federal e estadual com a polícia. A segunda fase, de execução, prevê a parceria de órgãos governamentais e ongs.O Corredor Central da Mata Atlântica, estende-se do Rio Itapemirim, no Espírito Santo, até a bacia do rio Jequiriçá, na Bahia. Em toda esta área, apenas 1,2% é de florestas primárias e 11% é de mata atlântica, em diversos estágios de recuperação. O resto precisa ser replantado, criando conexões entre unidades de conservação, reservas particulares e terras indígenas. ?Temos basicamente 3 paisagens para administrar de forma diferente?, explica Gerardo Bressan Smith, que deverá assumir a coordenação do corredor. Segundo ele, em todo o sul da Bahia predominam pequenos fragmentos de mata em grandes áreas de pastagens, onde o esforço para reverter a fragmentação é muito grande. No norte do Espírito Santo e na região de Porto Seguro, existem grandes blocos de floresta perdidos em meio a centenas de pequenas ?ilhas?, separados por área muito alteradas pelo homem, onde é importante promover a conexão dos grandes blocos de floresta. E há ainda a paisagem xadrez?, junto à Baía de Camamu, na Bahia, onde há mais condições de conexão.?Em todas estas áreas dependemos muito da participação de particulares pois 92,5% das terras deste corredor são áreas privadas e apenas 7,5% são terras públicas?, continua Bressan. ?Por isso é importante incentivar negócios sustentáveis na floresta recomposta, que atraiam os investimentos destes particulares?.

Agencia Estado,

09 de setembro de 2002 | 09h34

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