Lacres de latinha não tem valor comercial

Uma lenda urbana atingiu o mercado de reciclagem no Brasil e já chegou à internet. Trata-se do boato de que os lacres das latas de alumínio teriam um alto valor comercial (até R$ 200 uma garrafa de plástico de dois litros cheia), fazendo muita gente juntar quilos de lacres com a esperança de engordar o rendimento mensal. O alerta é da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), que recebe um grande número de telefonemas e e-mails de pessoas procurando informações sobre onde vender o material.O Centro de Informações da Abal esclarece que as empresas de reciclagem de alumínio reciclam a lata inteira (com ou sem lacre), mas não compram o lacres separadamente. Isso porque o anel da lata é muito pequeno e pode se perder durante o processo de transporte e peneiragem do material a ser reciclado. Além disso, informa que o lacre é feito a partir de uma liga de alumínio, do mesmo modo que o corpo da lata, sem conter ouro, prata ou platina em sua composição.Ainda segundo a Abal, o mito dos lacres não é privilégio do País. O assunto tem diferentes versões em várias partes do mundo, como na Noruega, onde os lacres seriam trocados por cachorros guias para cegos. Em São Paulo, a Faculdade de Odontologia de Piracicaba chegou a receber 90 ligações em um único dia por conta do boato de que comprava os anéis para fazer aparelhos dentários.

Agencia Estado,

19 de julho de 2003 | 12h52

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