Lançado livro sobre últimas regiões naturais

DivulgaçãoAs grandes extensões naturais intactas ou sob baixo impacto das atividades humanas estão se tornando raras. E, apesar de garantirem diversos serviços ambientais ao planeta ? como qualidade e disponibilidade de água, estabilidade climática, seqüestro de carbono, manutenção da biodiversidade - estão ameaçadas pela fragmentação e uso predatório de seus recursos. Para chamar a atenção mundial sobre a importância ? e urgência ? de conservá-las, a Conservation International (CI) reuniu 200 especialistas, que, durante dois anos, reuniram informações sobre as últimas grandes regiões naturais da Terra. O resultado foi o livro ?Wilderness: Earth?s Last Wild Places? (Grandes Regiões Naturais: As Últimas Áreas Silvestres da Terra), lançado em dezembro, em Washington, e a partir de hoje disponível também no Brasil.O lançamento da publicação, em São Paulo, ocorreu ontem, no Restaurante Trebbiano, no Jardim Paulista, e mais dois eventos marcam o início da distribuição no Brasil: um em Belém, no Pará (Av. Presidente Vargas, 882), no próximo dia 25, às 19 horas, e outro em Manaus, no Amazonas (Av Mandii,4, Distrito Industrial), no dia 27 de março às 18h30 horas.Em 575 páginas, ilustradas por fotos de altíssima qualidade, os autores mostram ao público a riqueza das 37 últimas grandes regiões naturais, cujas extensões variam de 10 mil a 16,2 milhões de km2, com índices de proteção muito diversos, de apenas 0,025% da área total (Antártica) a 100% (Tasmânia). São nove tipos de bioma - florestas úmidas tropicais, bosques tropicais e savanas, áreas úmidas, desertos, pradarias temperadas, florestas boreais, tundra ártica e Antártida ? que chegaram a cobrir 81 milhões de km2 ou 54,6% da superfície terrestre do planeta. Hoje somam 11.830.099 km2, representando 6,1% da superfície terrestre. ?Embora 76% das últimas 37 grandes regiões ainda esteja intactos, esta situação está se modificando rapidamente. Ainda temos a oportunidade de fazer a conservação do modo certo: prevenindo e não apenas remediando os danos, depois do fato consumado?, alerta Russel A. Mittermeier, presidente da CI, e um dos autores do livro. ?Agora temos a chance de conservar ecossistemas e não só fragmentos. A remediação tem um custo muito alto e não consegue refazer os ecossistemas originais.?Para a classificação das Grandes Regiões Naturais, os critérios, além da extensão (mais de 10 mil km2), foram o porcentual ainda intacto de cada bioma (mais de 70%) e a densidade populacional (igual ou menor do que 5 habitantes por km2). Três das grandes regiões naturais destacadas são ? total ou parcialmente - brasileiras: Amazônia, Pantanal e Caatinga. A caatinga foi incluída no livro por sua importância, apesar de abrigar uma densidade populacional maior. Este é o terceiro livro de uma série, iniciada em 1996, que aborda grandes estratégias de conservação da biodiversidade mundial. Os dois anteriores foram Megadiversidade, sobre os 17 países mais ricos em biodiversidade (1997) e Hotspots, sobre as 25 áreas que abrigam mais de 60% das espécies conhecidas de plantas e animais, em apenas 1,4% da superfície terrestre (1999). Os três podem ser encomendados via internet, através do site da Conservation International (http://www.conservation.org.br).

Agencia Estado,

21 de março de 2003 | 10h08

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